O aumento do salário mínimo para 2026 já é um facto. Para as empresas cuja operação ocorre na rua — técnicos, equipas, comerciantes, vendedores, supervisores, inspetores —, o impacto é ainda mais sensível: o custo da mão de obra aumenta enquanto a margem de manobra diminui.
Neste contexto, o maior risco é responder com soluções de curto prazo: aumentos generalizados, cortes desordenados ou maior pressão operacional sobre as equipas. A experiência recente demonstra que esse caminho não é sustentável. Ele achata estruturas, rompe a equidade interna e desconecta a remuneração do valor real que cada função agrega.
A conclusão é clara: não se trata de pagar menos, mas sim de pagar melhor, e isso só é possível se a remuneração for apoiada por uma produtividade real e mensurável.